TESTEMUNHO: Todos os nutrientes são importantes!

Todos os nutrientes são importantes

Se pensas que o título «Nutrição para totós» é ofensivo, relaxa! Não quero com este post atacar ninguém…
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Quero apenas esclarecer alguns mitos. Não sou nutricionista, nem médica, nem cientista. E este também não é um artigo de investigação. Mas uma mentira repetida muitas vezes, torna-se  (quase) verdade e há coisas que ouço e leio com frequência que me parecem assustadoras. Algumas fruto de falta de informação ou excesso dela (desinformação, no fundo). Outras fruto de obcessões com um determinado estereotipo de beleza. Na nutrição, como em tudo na vida, o equilibrio é a chave.
Vamos então desmistificar uns quantos exageros sobre os nutrientes?

 

#1. Os Hidratos de Carbono são maléficos: engordam e fazem mal à saúde!

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 Ora aí está uma grande mentira. Vamos lá por partes… Os Hidratos de Carbono ou Glícidos pertencem à categoria dos Macronutrientes, ao lado das Proteínas e Lípidos. E espantem-se: todos os Macronutrientes são essenciais à vida, cada um deles cumpre a sua função, sendo que os “maléficos” Hidratos de Carbono são responsáveis por nos dar energia, que loucura. Então se os Hidratos de Carbono são apontados como os culpados de todas as misérias humanas? Por uma visão simplificada da alimentação! Existem fontes de Hidratos de Carbono altamente nutritivas e saudáveis e outras mais pobres nutricionalmente. Mas o principal problema reside na forma como os alimentos são processados, confeccionados e ingeridos. Obviamente, não é a mesma coisa comer uma batata doce cozida ou um pacote de batatas fritas cheio de gordura, sal, corantes, conservantes e sabe se lá o que mais. E, no entanto, ambos os “alimentos” são fontes de hidratos de carbono. Também não é a mesma coisa comer uma taça de corn flakes (flocos de milho processados cheios de açúcar) e uma taça de flocos de aveia simples. Não são os Hidratos de Carbono que são maléficos, são os alimentos que escolhemos que não são os mais indicados!
Outra mito que  passa de boca em boca é que os Hidratos de Carbono engordam e ponto final. Vamos usar novamente do bom senso. A ingestão dos alimentos deve ser adequada às necessidades de cada pessoa e, se é certo que não somos iguais na estrutura física, também é certo que não temos todos o mesmo metabolismo. O que quer dizer que nem todos processamos os alimentos da mesma forma, logo não podemos fazer generalizações. Descubram mais sobre este tema no artigo do Instituto Macrobiótico de Portugal.
Eu como Hidratos de Carbono e não tenho medo deles. Prefiro sempre as  fontes de Hidratos de Carbono ricas também em fibras (como as leguminosas, legumes e os cereais integrais); como mais fruta de manhã, porque também é quando preciso de mais energia; evito os Hidratos de Carbono Simples (como o pão branco), porque são pobres nutricionalmente, são demasiado processados e são armazenados como açúcar e, além disso, não me saciam. E, quem me conhece, sabe que eu estou sempre com fome e como várias vezes por dia. Mas o que funciona para mim, não tem de ser regra para os outros! Antigamente, quando queria emagrecer, “cortava” nos Hidratos de Carbono, tal como a maioria das pessoas. Acontece que quando terminava a dieta e voltava ao “normal”, voltavam também os quilos perdidos. Com o passar dos anos, alterei profundamente alguns hábitos alimentares e o “normal” é saudável. Escolho os alimentos em função do valor nutricional e não do valor calórico e nunca mais fiz dietas restritivas. Fiz também um teste de ADN, através do qual descobri que para manter o peso ideal tinha de aumentar o consumo de Hidratos de Carbono! Porquê? Porque tenho uma vida agitada, tenho fome várias vezes por dia e faço muitas refeições (o que acelera o metabolismo) e, se não ingerir a quantidade de hidratos, acabo por compensar em gorduras.

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#2. Nunca se devem ingerir Hidratos de Carbono à noite

Diz o ditado «Toma um pequeno-almoço de rei, almoça como um príncipe, janta como um pobre.», mas como em tudo não há regra sem excepção. Uma vez mais, não só temos metabolismos diferentes (consoante a nossa atividade física, estilo de vida e o próprio ADN), como temos também diferentes bioritmos.
Eu, por exemplo, sempre fui notívaga. Adoro o sol, adoro passear, mas durante o dia tenho dificuldade em concentrar-me em tarefas que exijam atenção, por isso planifico, projeto, escrevo… sempre à noite. Muitas vezes até bastante tarde. Claro que não me posso alimentar ao longo do dia da mesma maneira que uma pessoa que acorda às 7h e se deita às 22h. O próprio plano que a Body Key desenhou para mim foi ajustado ao meu estilo de vida, por isso inclui hidratos de carbono ao jantar e uma pequena ceia para as noites que fico acordada até mais tarde composta por frutos secos. Tudo isto, porque tenho um metabolismo acelerado. O que me acontecia sempre que fazia dietas muito restritivas é que tinha muita fome à noite, sobretudo se comesse apenas sopa ou saladas pobres. Isto não significa que como um prato cheio de esparguete com molho e bifes todas as noites! Normalmente, cozinho legumes (que também são ricos em hidratos de carbono, lembram-se?),  às vezes acompanho com peixe (carne de aves com menos frequência) e outras com leguminosas, couscous ou arroz basmati. A batata doce, a courgete e a beringela são os alimentos que como mais como à noite. Prefiro a proteina de origem vegetal à noite por também se digerir mais facilmente. E, como é óbvio, o segredo reside no bom senso e moderação nas quantidades. Aí sim, a quantidade de comida que ingiro ao jantar é substancialmente menor do que a do almoço. Também é importante adaptarmos a nossa alimentação à carga de atividade física que fizemos durante o dia. Por isso, quando treino e sei que vou dormir tarde, faço um prato com feijão ou grão, que me mantém saciada e longe de tentações.

Refeições nutritivas

#3. Toda a gente precisa de ingerir proteína animal

Ouvem-se tantas versões contraditórias! Há quem faça verdadeiras odes à proteína animal. Há quem crucifique todos aqueles que comem produtos de origem animal. Há quem salte pocinhas constantemente. Eu sempre fui omnivora, porque foi assim que fui educada. Tive contato com a cozinha vegetariana apenas na adolescência. Adorava junk food: hamburguers, batatas fritas, refrigerantes, etc. Fugia deles por autêntico suplício apenas porque queria perder peso, porque não gostava da minha imagem. E, como o fazia por sacrifício, toda a comida processada me parecia deliciosa e tentadora, enquanto que os legumes, carne magra e cereais integrais que a nutricionista me mandava comer me pareciam uma obrigação. Acredito hoje que este é um dos principais motivos que tornam as «dietas» tão difíceis e tão ineficazes: fazem-se sacrifícios não se ganham novos prazeres. Eu como com mais prazer hoje uns bróculos salteados com feijão frade do que comia um hamburguer do MacDonalds! Não é frete nenhum, frete para mim, atualmente, é chegar a um restaurante e não encontrar nenhum prato que me encha as medidas – e isso acontece com frequência.
Onde é que eu ia? Ah, na ideia errada de que a proteína animal é imprescindível na nossa dieta. Existem na natureza fontes de proteína tão ou mais interessantes do que a carne e o peixe (feijão, lentilhas, grão, soja, etc). Em última análise, é uma questão de reeducação alimentar. O que sim é verdade é que muitas das pessoas que deixam de comer carne e peixe não complementam a sua alimentam com alimentos que tenham os mesmos macro e micronutrientes que encontramos na carne e no peixe. Depois ficam fracos, perdem massa muscular, têm mais fome e mais facilmente comem disparates.  Da mesma forma, o consumo excessivo de proteína animal é, como se sabe, nocivo para o nosso organismo, sobretudo a carne vermelha. Para além de não ser facilmente digerida, a forma como a carne que comemos hoje é processada é muito pouco ou nada natural…
Continuo a comer bastante peixe, como carne branca quando o meu organismo me pede (ou não tenho grande opção), como carnes vermelhas socialmente (não condiciono a vida de ninguém por minha causa, porque alterei os meus hábitos por uma questão de saúde e não por questões ideológicas), mas os legumes e leguminosas são os reis da minha rotina alimentar. O melhor? Nunca me senti tão bem, tão jovem e com energia!

#4. O leite é essencial à vida

O leite materno é o melhor alimento que um bebé pode receber para enfrentar os primeiros meses de vida. O leite de vaca tem um propósito: alimentar bezerros que têm um sistema digestivo completamente diferente do nosso e necessidades diferentes também. Porque é que sempre ouvimos dizer que os médicos aconselhavam o seu consumo diário? Supostamente por ser uma excelente fonte de Cálcio. Pois bem, há vegetais, cereias e frutos secos mais ricos em cálcio do que o leite! E a boa notícia é que são mais nutritivos, não têm gordura animal e, por tudo isto, são muito melhor digeridos pelo organismo.
Bebi leite toda a minha infância e adolescência, era a minha bebida preferida. Caia-me mal, com frequência, mas adorava. Foi preciso ter problemas digestivos severos para render-me às evidências e deixar de beber. Não compro leite há dez anos. Adoro queijos, mas opto por ter requeijão de ovelha em casa e comer queijos em ocasiões especiais. Comia muitos iogurtes (como não têm lactose, conseguia digeri-los), mas também acabei por ganhar novos hábitos e agora uso apenas iogurtes naturais para molhos e receitas especificas. A verdade é que me sinto muito melhor desde que eliminei este e outros venenos da minha alimentação. Faço batidos quase todos os dias com a Proteína Total das Plantas NUTRILITE, tomo suplemento de cálcio, magnésio e vitamina D por prevenção e o meu teste de ADN indicava um nível ótimo tanto de proteína como de cálcio.  Descobre mais sobre este tema no VITAMINA-TE.

Nos próximos artigos de bem-estar, vamos falar de outros mitos…

#5. Todos os vegetarianos são saudáveis

#6. A fruta não engorda

#7. O pão escuro é mais saudável

#8. Todos temos de beber 1,5 litros de água por dia

#9. Os suplementos alimentares são todos tanga

#10. Os feijões são maus para o intestino

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